domingo, 4 de abril de 2010

DISPARADORES: Canto gregoriano e "Cuidado: você pensa que fala uma língua, mas é a língua que fala você."


Não devo pensar - ou melhor: não devo pensar no dia de amanhã -, tenho que vivenciar o presente com bastante clareza. Não sei se vou estar vivo.
O passado, só a escola quer saber; o presente, eu estou vivenciando e é chato; o futuro, ninguém sabe, mas todo mundo quer saber.
Vou falar a verdade: não sei o que devo escrever, só sei que tudo o que eu escrever para o professor vai ser patético, um lixo. Eu já acabei. E é chato.
DISPARADORES: Canto gregoriano e "Cuidado: você pensa que fala uma língua, mas é a língua que fala você."

A rainha e seus tripulantes estavam voltando para casa, quando Ofar apareceu das águas - e muito brava com a rainha, porque ela tinha roubado o Pônei Sagrado. Ofar soltou o pônei, fazendo uma onda gigante, destruindo o barco da rainha.

Depois de alguns dias, a rainha e rainha e seus tripulantes acordaram em uma ilha. Os tripulantes comeram uma planta, e ficaram parecendo zumbis. A rainha não comeu e, por isso, ficou bem.

A rainha entrou em uma caverna. Lá morava um gigante que comeu dois tripulantes. A rainha teve um plano, enganou o gigante e conseguiu fugir: pegou o barco do gigante e fugiu. A rainha ainda tinha que enfrentar sereias, monstros, redemoinhos e muitas outras coisas até conseguir chegar em casa, mas, como são poucas linhas, a história não vai acabar.
DISPARADORES: Canto gregoriano e "Cuidado: você pensa que fala uma língua, mas é a língua que fala você."

Sabe porque eu tenho que vir para escola? porque eu tenho que fazer lição?

Eu não sei direito o que é soltar a imaginação.

Sabe o que realmente é um texto bom; para os meninos não calam a boca, mas isso não é nada interessante! essa sala é doida. Minha cabeça tá doendo, hoje não é um bom dia.

Ah!!! eu ia falar de um cãozinho perdido! ele pode se chamar Brady. É. Ele se perdeu. O dono dele contratou um detetive, mas o dono não deixava o detetive tocar em nada. Daí o detetive se encheu e foi pegar um taxi; adivinha quem tava dirigindo...

Não era o cachorro, era o motorista.
DISPARADORES: Canto gregoriano e "Cuidado: você pensa que fala uma língua, mas é a língua que fala você."

Um, dois, cinco, dez, quatro, três, oito, sete, quarenta e dois, cinqüenta e três.

E lá ia o menino contando os números errados, para chamar atenção.

Enquanto isso, passa um menino gozando dele.

Chegando em casa, o menino foi beber refrigerante e deu um arroto tão fedido que explodiu o mundo e morreu.

Lá, no céu, continuou: um, dois, cinco, dez, quatro, três, oito, sete, seis, quarenta e dois, cinqüenta e três; e terminou o dia assim, só contando.

quinta-feira, 18 de março de 2010

DISPARADORES: "Carmen - Suítes nº 1 e nº 2" (Gerges Bizet), "Danza del sable" (Aram Khacharutian) e "Como eu ia dizendo, deixa de conversa fiada e me golpeie de uma vez. De direita ou de esquerda, não importa. Me bote a nocaute. Me atinja no peito. Na boca do estômago. Meu deixe puto. Me irrite. Me alegre. Me deixe triste. Me arrebate." (Tomaz Tadeu)


Música clássica é muito estranha: não dá pra saber se é de suspense, de comédia ou de terror, ou eu sei lá.
E quem será que a inventou? Um rico? Um pobre? Ou um senhor?
Quem será que foi o primeiro a gostar de música clássica?
Uma coisa, eu sei: que é muito tediosa, dá vontade de dormir, de relaxar e pensar, mas não dá pra prestar atenção à música, porque é chato...
Se eu me concentrar e tentar imaginar... imagino um palco, um monte de gente curtindo a música, e eu a pensar... o que essa gente pensa? que está chato? legal? ou assim como eu acho, tediosa?...
Eu só não sei se, quando eu crescer, assim como aquela gente da minha imaginação, se eu vou gostar.
DISPARADORES: "Carmen - Suítes nº 1 e nº 2" (Gerges Bizet), "Danza del sable" (Aram Khacharutian) e "Como eu ia dizendo, deixa de conversa fiada e me golpeie de uma vez. De direita ou de esquerda, não importa. Me bote a nocaute. Me atinja no peito. Na boca do estômago. Meu deixe puto. Me irrite. Me alegre. Me deixe triste. Me arrebate." (Tomaz Tadeu)


Quando eu era pequena, eu tinha um tênis falante.
Normalmente, a gente conversava assim:
TÊNIS: - Oi.
EU: Oi.
TÊNIS: - Tudo bem com você?
EU: - Tudo. E com você?
TÊNIS: - Vou ficar melhor, se você me colocar.
Em todo lugar que eu ia com ele, ninguém o escutava, apenas eu - eles me achavam louca.
Um dia, o tênis não coube mais no meu pé. Aí eu dei para minha prima.
DISPARADORES: "Carmen - Suítes nº 1 e nº 2" (Gerges Bizet), "Danza del sable" (Aram Khacharutian) e "Como eu ia dizendo, deixa de conversa fiada e me golpeie de uma vez. De direita ou de esquerda, não importa. Me bote a nocaute. Me atinja no peito. Na boca do estômago. Meu deixe puto. Me irrite. Me alegre. Me deixe triste. Me arrebate." (Tomaz Tadeu)


Eu acho a música clássica uma chatice e um tédio. Desde pequena, sempre odiei música calma; mas, como não sei o que é pra dizer, então vou dizer isso mesmo. Isso é muito complicado: escrever uma coisa que eu não sei o que é. Vou falar que eu odeio escrever, odeio acordar cedo, odeio ter que fazer lição, odeio ter que vir pra escola; mas não tenho outra opção mesmo, né?!
Mas, já que minha vida não interessa, o que eu gosto, também não, não interessa o que eu sinto, o que eu penso, não interessa. Mas, já que as linhas estão acabando, então eu tô na boa, na próxima a gente pode falar de um cãozinho perdido, tá?
DISPARADORES: "Carmen - Suítes nº 1 e nº 2" (Gerges Bizet), "Danza del sable" (Aram Khacharutian) e "Como eu ia dizendo, deixa de conversa fiada e me golpeie de uma vez. De direita ou de esquerda, não importa. Me bote a nocaute. Me atinja no peito. Na boca do estômago. Meu deixe puto. Me irrite. Me alegre. Me deixe triste. Me arrebate." (Tomaz Tadeu)


O que é pra escrever? deu um branco na minha cabeça, sei lá. Não é pra escrever minha história. Pode escrever qualquer coisa, mas eu não sei o que escrever. Nisso tudo, já escrevi 4 linhas, e ainda tem que escrever muito.
O que eu vou fazer agora? Esse professor é doido, não sei por quê, mas posso escrever qualquer coisa, que vou ganhar 1 ponto - é só fazer.
Mas que estresse! já tá na hora de ir embora, e eu ainda estou essa essa [sic] coisa e nem deu tem[po] de colocar a vírgula aqui está uma loucura uma bagunça não sei o que escrever, mas com essa história falta pouco pra terminar e ele já está guardando faltam três linhas quer dizer duas.
Bom estou escrevendo bem rapido é... terminei.
DISPARADORES: "Carmen - Suítes nº 1 e nº 2" (Gerges Bizet), "Danza del sable" (Aram Khacharutian) e "Como eu ia dizendo, deixa de conversa fiada e me golpeie de uma vez. De direita ou de esquerda, não importa. Me bote a nocaute. Me atinja no peito. Na boca do estômago. Meu deixe puto. Me irrite. Me alegre. Me deixe triste. Me arrebate." (Tomaz Tadeu)


Receita do delicioso guisado do vovô Gustavo

terça-feira, 16 de março de 2010


Legenda: "também tô morrendo de tédio"
Oxalá tédio sempre!
DISPARADORES: "Deixai toda esperança, vós que entrais" (Dante Alighieri) e Nona sinfonia de Beethoven (1º e último movimentos)

A nossa vida é como a rosa tam cheirosa.

Que, na brisa do luar, faz tudo se alegrar: tantas rosas, tantos cheiros diferentes e tantas cores.
DISPARADORES: "Deixai toda esperança, vós que entrais" (Dante Alighieri) e Nona sinfonia de Beethoven (1º e último movimentos)

Minha rotina de segunda à sexta é uma merda: acordar no cansaço dos infernos, se arrumar (caralho, dá até raiva escrever isso!), vou para escola escutar uma música ruim pra cacete do Beethoven, durante 40 minutos. 40 minutos, eu perdi do tempo da minha vida.

Saio da puta daquela escola e tenho a chance de ser morto, por um babaca, atropelado.

Viro a esquina, vejo o pessoal, a playboyzada enchendo o cu de bala.
DISPARADORES: "Deixai toda esperança, vós que entrais" (Dante Alighieri) e Nona sinfonia de Beethoven (1º e último movimentos)

Para mim, a vida é uma porra de uma merda: a gente começa e acaba no mesmo fio.

Todo dia, a mesma coisa chata.

Vou para o inferno que é a escola. Chego em casa, parece que tem um capeta na minha casa: minha irmã me chateia, me pirraça.

Agora, nessa vida desgraçada e maldita, na sala de aula: não podemos fazer o que quisermos, temos que obedecer o filho da puta do professor. E ainda só pode falar com a permissão do professor!
Um inferno acaba e começa outro inferno.

Um dia, todos vão morrer, mas ninguém sabe quando. A gente vive sem saber.
DISPARADORES: "Concerto de Aranujéz - " (Joaquín Rodrigo), "Sonata ao luar" (Ludwig van Beethoven) e "Como eu ia dizendo, deixa de conversa fiada e me golpeie de uma vez. De direita ou de esquerda, não importa. Me bote a nocaute. Me atinja no peito. Na boca do estômago. Meu deixe puto. Me irrite. Me alegre. Me deixe triste. Me arrebate." (Tomaz Tadeu)

Sorvete de maçã envenenada

Para fazer essa receita, é preciso de:

2 asas de morcego;
1 litro de leite azedo;
5 quilos de maçã estragada;
3 fios de cabelo de bruxa;
1 tubo de remédio Adipirona;
1 estojo de maquiagem com as cores: rosa, vermelha e cor de pele;
15 quilos de pelo de gato.

Modo de fazer:

Bata todos esses ingredientes na batedeira e pegue aquele estojinho de maquiagem. Jogue os posinhos da maquiagem na batedeira junto com os outros ingredientes. Deixe os ingredientes batendo na batedeira, durante os 5 minutos. Depois de batidos os ingredientes, pegue um pote grande e coloque-os no pote e leve ao freezer. Depois de meia hora, coloque em um pote e sirva.
DISPARADORES: "Concerto de Aranujéz - " (Joaquín Rodrigo), "Sonata ao luar" (Ludwig van Beethoven) e "Como eu ia dizendo, deixa de conversa fiada e me golpeie de uma vez. De direita ou de esquerda, não importa. Me bote a nocaute. Me atinja no peito. Na boca do estômago. Meu deixe puto. Me irrite. Me alegre. Me deixe triste. Me arrebate." (Tomaz Tadeu)

Bolo de fubaranga

Ingredientes:

1 quilo de olho de peixe;
15 quilos de meia podre;
2 quilos de cimento;
1/2 quilo de poeira;
15 litros de xixi;
200 gramas de giz.

Modo de preparo:

1 - Coloque tudo em uma forma. Bata bem com a vassoura.

2 - Depois coloque em cima do telhado e tem que ser no sol de 41 graus. Deixe por 5 horas lá.

3 - Depois pise com o pé na forma já com os ingredientes depois de 1/2 hora. Está pronto. Rende até 60 pedaços.
DISPARADORES: "Concerto de Aranujéz - " (Joaquín Rodrigo), "Sonata ao luar" (Ludwig van Beethoven) e "Como eu ia dizendo, deixa de conversa fiada e me golpeie de uma vez. De direita ou de esquerda, não importa. Me bote a nocaute. Me atinja no peito. Na boca do estômago. Meu deixe puto. Me irrite. Me alegre. Me deixe triste. Me arrebate." (Tomaz Tadeu)

A receita de animais palhaços.

Ingredientes:

1. uma tonelada de elefante picado.
2. dois caralhos daquele tatu fedido, que mordeu a poupança do meu tio.
3. um pé da vaca daquela menina chata.
4. e quatro toneladas de um pé-de-moleque.
5. um baseado de galinha amachucada.
6. uma sacada de buraco-negro de tundra.
7. e uma pitada da porra que é aquele galo que explorou meu pé.
8. e trinta quilos de meia velha.
9. e um cachimbo de craque.
10. um pênis de porco.
11. uma galinha arada ao forno.

domingo, 14 de março de 2010

DISPARADORES: "Deixai toda esperança, vós que entrais" (Dante Alighieri) e Nona sinfonia de Beethoven (1º e último movimentos)


Enquanto eu ouvia Beethoven, eu pensava em primeiro tentar não rir de jeito nenhum, mas não consegui. Depois, pensei em uma orquestra grande com muitas pessoas, muitas sacadas e uma pessoa roncando. Me sentia meio entediada, pois a minha cabeça estava doendo. A música estava até legal até aquele homem começar a cantar. Daí, não aguentei e comecei a rir. Ri tanto que meus olhos começaram a encher de água. Não conseguia parar de rir. E estava com frio.

Daí imaginei o Beethoven como um homem gordo, com calça social, com smoking e uma cartola, meio careca e branco. E com os cabelos brancos. Como meu professor de Geografia. Cantando: "fígaro, fígaro, fígaro".

Bem, é assim que eu imagino o Beethoven e a música que ouvi hoje.
DISPARADORES: "Deixai toda esperança, vós que entrais" (Dante Alighieri) e Nona sinfonia de Beethoven (1º e último movimentos)

- Ei, tio, me dá um diheiro aí?
- Vai trabalhar.
- E se eu não quiser?
- Coça o pé.
- E se eu não quiser?
- Tu é um zé-mané.

- Não te perguntei.
- Mas eu falei.
- Mas tu numteinteressa!
- Cala a boca.
DISPARADOR: "La mujer perfecta" (Bersuit Vergarabat)

Universo. Via Láctea. Sistema Solar. Terra. América. América do Sul. Brasil. Sudeste. São Paulo. Centro. Rua Augusta. Lado sujo. Coco Bango.

Mulher. Micro-saia. Sutiã. Porta. Luz vermelha.
Homem. Camisa. Bermuda. All star. Dinheiro. Porta. Pinga. Vodka. Mulher. Quarto. Cama. Luz amarela. Sem luz. Sutiã. Seios. Camisa. Pêlos. Bermuda. Cueca. Camisinha. Pêlos. Boca. Pênis. Saia. Pênis.
Homem.
Homem-mulher-croata.

E os alunos escrevem

(Professor Tavão)

Alunos?


Alumnum – aquele que não tem luz, em latim.

Educando – inventado pelo indignado Paulo Freire, pois os alunos têm luz, sim, oras! Do latim (ducere/ ex-ducere), “educando” seria aquele que está sendo conduzido.

- Ai, melhor não ter luz, né, por favor.

*

O sujeito da luz é o sujeito iluminista. Racional. Civilizado. Cidadão. Justo.
O sujeito da luz é o sujeito disciplinado(r). Aquele que vê. Que vigia. Que é vigiado.

O sujeito das trevas é aquele da cripta. Vampiro. Maldito.

Melhor ainda, só aquele que nem é da luz nem das trevas, mas que explode, que ribomba, que relampeja.


E aluno relampeja?


*

Governar é o ato de conduzir condutas. Não precisa de um centro de governo. Até melhor, se não. Melhor se o governo estiver diluído por todo canto.

Governado é aquele que é conduzido. O que quer ser feliz, o que quer ser ele mesmo, o que não gosta da autoridade de seus professores, mas que quer entrar em seu computador, em seu MSN, em seu Orkut; o que quer, a todo custo, esta liberdade. O que quer ser saudável, o que quer ser mais magro, o que quer ter mais dinheiro, o que quer comprar motos, o que quer comprar frota de carros americanos, o que quer comprar, o que quer comprar, o que quer comprar. O que quer tirar as melhores notas. O que quer passar de ano. O que quer um futuro melhor. O que não quer ser mendigo. O que quer uma cidade despoluída. O que quer uma cidade sem dengue. O que quer uma cidade que usa racionalmente a água. O que quer.


Escrevem?

Pedi que escrevessem textos, partindo de disparadores mas esquecendo-os. A única limitação foi o número de linhas dos textos.

Textos sem nome.

Contra o autor. Contra o sujeito. Contra o indivíduo.

Seja como for, os textos foram (e estão sendo) escritos.


Quando não interpretam, relampejam.


Quando não leem, relampejam.

Quando intransigem, relampejam.

Pegam fogo com textos. Têm pavio curto. Explodem tudo.

Brilham durante segundos, frações. Devastam casas, construções. Desaparecem.

Senão, vede: